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Como o dado chega ao seu sistema

A pergunta nunca é se o leitor consegue ler. É para onde o dado deve ir em seguida. Escolha o caminho que serve ao seu software, não o que serve ao hardware.

Quatro caminhos de entrada

A emulação de teclado é a mais rápida: o leitor digita as tags em qualquer campo. O MQTT serve a sistemas modernos que reagem a eventos. Sockets dão à sua aplicação uma linha direta com o leitor. E a interface de comandos deixa o seu software configurar e operar o próprio leitor.

  • Teclado (USB ou Bluetooth): sem código, qualquer app com campo de texto
  • MQTT: eventos para um broker ou para a nuvem
  • Socket TCP: um fluxo que a sua aplicação lê
  • Comandos JSON: configuração e controle a partir do seu software

Cenário 1: o caixa da loja

Um leitor de mesa fica ao lado do caixa e liga por USB. O operador apoia a cesta; cada tag é digitada na tela do PDV como se fosse bipada. Sem projeto de integração, sem software novo.

Cenário 2: a porta da doca

Um leitor fixo no portal da doca publica cada leitura em MQTT. O WMS assina o tópico e dá baixa na carga linha a linha, com o pallet ainda na empilhadeira. Uma caixa faltando aparece antes de o caminhão sair.

Cenário 3: um tablet no chão de loja

Um celular ou tablet recebe tags sem cabo e sem aplicativo nosso. O leitor se conecta por Bluetooth como teclado, e as tags são digitadas no aplicativo de inventário que já está aberto.

Cenário 4: o seu próprio aplicativo

Uma empresa de software adiciona RFID ao seu produto. Ela chama a API REST do leitor para iniciar uma leitura e recebe uma lista em JSON, com os campos GS1 já decodificados. Os clientes veem um recurso novo; a empresa nunca mexe em código de rádio.

Escolha o formato do dado

O JSON é o padrão e serve ao software: um objeto por leitura, com os campos que você ligar. O formato personalizado serve a planilhas e sistemas legados: uma linha por leitura, com os campos, a ordem e os separadores que você escolher.

  • JSON: {"epc":"…","rssi":-5320,"antenna":1}
  • Personalizado: [3035000000000000000121,1,-5320]
  • No MQTT, as leituras podem ser agrupadas em lote para reduzir o número de mensagens
  • No socket, as leituras chegam em sequência: separe-as no fim de linha

Antes de entrar em produção

Uma lista curta que evita a maioria das surpresas.

  • Use uma fonte que atenda à demanda do leitor
  • Conecte o leitor a uma rede permanente e desligue o ponto de acesso de configuração
  • Troque a senha de administração padrão
  • Acerte o relógio por NTP, para que os carimbos de tempo façam sentido
  • Dê um apelido a cada leitor, para saber de onde veio a leitura
  • Deixe o leitor iniciar o inventário sozinho depois de um reinício
  • Filtre as tags que não são suas
  • Teste com os itens reais e a carga do pior caso

Perguntas frequentes

Funciona com o meu ERP ou WMS?

Se o seu sistema recebe teclas, mensagens MQTT ou um fluxo de socket, sim. Não entregamos conectores de ERP: o leitor dá ao seu integrador um fluxo de dados limpo e bem documentado.

Celular e tablet conseguem usar?

Conseguem. Por emulação de teclado Bluetooth LE, dispositivos iOS e Android recebem as tags em qualquer aplicativo, sem código.

Por onde começar?

Pela emulação de teclado num leitor de mesa, com os seus itens reais. Com a leitura certa, escolha como o dado chega ao seu sistema.

Posso ler e alterar o leitor a partir do meu software?

Pode. Uma mensagem JSON por MQTT lê ou altera o rádio, o inventário e a saída. Uma mensagem com o recurso vazio lê, e uma com valores altera.

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