RAIN RFID, explicado sem complicar
A tag responde quando o leitor pergunta. Sem linha de visão, sem alguém apontando um leitor para cada item. O que muda de um local para outro é o quanto a resposta chega bem ao leitor.
O que acontece de verdade numa leitura
O leitor envia um sinal de rádio por uma antena. As tags no alcance usam essa energia para acordar e responder com o seu código. Muitas tags respondem no mesmo segundo, então dá para ler uma caixa cheia sem abri-la. As tags seguem o padrão EPC Gen2, e quem escolhe é você. Nossos leitores funcionam com as tags padrão.
Como um leitor conta centenas de tags ao mesmo tempo
Quando muitas tags respondem juntas, as respostas colidem. O leitor resolve isso dividindo as tags em intervalos de tempo, para que cada uma responda na sua vez. Quantos intervalos ele abre depende de quantas tags espera no campo, a estimativa de população. Normalmente o próprio leitor calcula essa estimativa, em tempo real. Num cenário controlado, com um número fixo e conhecido de tags, você pode ajustá-la à mão e ler um pouco mais rápido.
O que melhora ou piora a leitura
A leitura é uma negociação entre vários fatores. Mudou um, mudou o resultado. Quando um projeto lê mal, quase sempre a causa está nesta lista.
- Tipo de antena e para onde ela aponta
- Potência do leitor e quanto o cabo e o splitter consomem
- Orientação da tag em relação à polarização da antena
- Metal e líquidos perto da tag, que bloqueiam ou desafinam
- Distância entre a tag e a antena
Sessões e modos de busca: quem é lido de novo
Cada tag guarda uma bandeira, A ou B, para cada uma de quatro sessões (S0 a S3). Quando o leitor inventaria uma tag, a bandeira vira, e a tag fica quieta até a bandeira voltar. O tempo que isso leva é a persistência, e ela depende da sessão. O modo de busca define o que o leitor faz com a bandeira, e portanto com que frequência você vê a mesma tag.
- Dual target: alterna entre tags A e B, então as tags continuam sendo lidas
- Single target: lê as tags A e as move para B, onde descansam até voltar para A
- Single target B para A: o mesmo, com as bandeiras invertidas
- TagFocus (single target com supressão): depois de lidas, as tags ficam em silêncio enquanto estão no campo, o que reduz leituras repetidas em populações densas e paradas
Modo RF: velocidade ou sensibilidade
O modo RF define a modulação, a temporização e a taxa de dados entre leitor e tag. Taxas menores dão mais sensibilidade e mais resistência a interferência de rádio. Taxas maiores leem mais rápido, mas sofrem mais com interferência. Escolha um modo mais lento para locais com ruído e muitos leitores, e um mais rápido quando as tags passam depressa.
Campo próximo ou campo distante
Antenas de campo próximo leem numa zona curta e bem definida, até cerca de 1 m nas maiores. Servem quando é preciso ler um item e não o vizinho: caixa de loja, mesa de triagem. Antenas de campo distante abrem um feixe maior e alcançam mais longe. Servem para portas, corredores e docas.
Pense em zonas de leitura, não em leitores
Comece desenhando o espaço onde as tags devem ser lidas e o espaço onde não devem. A porta da doca é uma zona. A prateleira ao lado, não. Depois escolha antenas cujo feixe cubra a primeira forma, e ajuste a potência para parar antes da segunda. Teste com os seus itens reais antes de instalar.
O que o leitor informa sobre cada leitura
Além do código da tag (EPC), uma leitura pode trazer a intensidade do sinal (RSSI), a fase, o canal de frequência, a antena que ouviu a tag e o instante da leitura. O RSSI ajuda a comparar distâncias e a achar leituras fracas. A fase é usada em movimento e localização. A antena diz em que zona a tag estava. Cada leitor envia só os campos que você ligar.
{"epc":"3035000000000000000121","rssi":-5320,"antenna":1,"timestamp":"1790000000000"}Teste com os seus itens reais antes de instalar
As tags se comportam de forma diferente em papelão, plástico, vidro e metal. Um teste de bancada com os seus itens e as suas tags responde à maioria das dúvidas antes de alguém furar uma parede.
- Posicione os itens como eles realmente vão circular: na caixa, no palete, na prateleira
- Comece com a antena prevista e uma potência moderada, e só aumente se precisar
- Acompanhe a contagem de leituras e o RSSI enquanto move os itens pela zona
- Confira os vizinhos: itens que não devem ser lidos precisam ficar em silêncio
- Repita no pior caso: o palete mais cheio, a caixa mais densa
Perguntas frequentes
O RAIN RFID lê através de caixas?
Lê, através de papelão e plástico. Metal e líquidos são o problema: podem bloquear o sinal. Teste com a sua embalagem.
Vocês vendem as tags?
Não. A Identix faz leitores, antenas, módulos e portais. Eles funcionam com tags RAIN RFID EPC Gen2 padrão, que você escolhe de acordo com os seus itens.
Por que leio tags que não queria?
O feixe ou a potência estão maiores que o espaço. Use uma antena mais estreita, reduza a potência ou mude a antena de lugar para apontar longe dos vizinhos.
Por que leio a mesma tag várias vezes?
Porque a tag continua respondendo. O modo de busca e a sessão definem com que frequência isso acontece. Um modo com supressão, como o TagFocus, faz a tag ficar em silêncio depois da primeira leitura enquanto continua no campo.
Para que serve o RSSI?
Mostra com que força o sinal da tag chegou. Use para comparar posições, achar pontos fracos numa zona e distinguir uma tag próxima de uma distante. É um indicador relativo, não uma distância em metros.